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| Das peregrinações medievais à contemporaneidade |
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Tertúlia na Loja do Sr. Falcão, em Pereira, Miranda do Corvo, subordinada ao tema Caminhos de Santiago, histórias e lendas
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quarta-feira, 18 de novembro de 2015
5.º dia, de Cea a Santiago de Compostela.
Quinta Feira, 30 de Julho de 2015
A chuva resolveu aparecer no derradeiro dia e como em Cea não encontrámos local onde comer, pedalámos em direcção a Castro Dozón, para o pequeno almoço no Café Ojea, em Arenteiro - Piñor, por sinal bastante acolhedor e onde reencontrámos entre outros a Cerezo e a Simarro, de Valência, que também pernoitaram no albergue de Cea, e percorriam os kms que faltavam para terminar o Caminho, na companhia de mais dois peregrinos.
| A caminho de Castro Dozón |
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domingo, 21 de junho de 2015
O meu Caminho de Santiago para 2015
| Com o falecido Zapatones, em 2012. Final do Caminho Português Interior de Santiago. |
Este ano após a viagem de comboio entre Coimbra e Porto,
a intenção é seguir pelo bicicleta pela via central, por São Pedro de Rates, e,
em Barcelos, inflectir para Braga, onde será obrigatória a passagem por São
Martinho de Tibães e pelo cenóbio de São
Frutuoso de Montélios .
De Braga, rumaremos para Amares, Sta. Cruz, onde, pela Geira Romana, seguiremos por Covide, Campos do
Gerês, Portela do Homem, e, já na Galiza, Torneiro, Lobios, Celanova e Allariz.
Nesta localidade apanharemos a Via da Prata, por onde pretendemos seguir para Compostela, reeditando parte do Caminho já percorrido em 2012.
terça-feira, 14 de abril de 2015
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Caminho Português pela Costa, de Marinhas até Caminha
| A descer para o Neiva |
Terça Feira, 16 de Setembro de 2014
Embora a chuva ameaçasse, uma ligeira brisa e a temperatura amena favoreciam o andamento.
O ritual matutino acaba por ser idêntico, variando apenas de lugar para lugar. Preparar a bicicleta, montar os alforges, este ano um pouco mais pesados que o habitual, aprovisionar água quanto baste e demais utilidades necessárias à jornada.
A primeira boa surpresa do dia surgiu próximo do rio Neiva. Um bonito percurso em terra, estreito e sinuoso, percorrido
na companhia de um grupo de Braga, folgados no peso das bicicletas e nos
quilómetros. Boa malta.
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segunda-feira, 3 de março de 2014
Bicicletas nos comboios, resposta à CP
As linhas do Douro e Minho têm um potencial a desenvolver que a CP se "recusa" a encarar com visão estratégica responsável.
Relativamente à circulação de passageiros, acompanhados de bicicletas,
nas já citadas linhas do Minho e Douro, a CP tem a dizer o seguinte:
-“Devido às características do material circulante que efetua
o serviço Regional/ Inter-regional nas linhas do Minho e Douro, e não existindo
de modo algum condições para o transporte de bicicletas, não é autorizado o seu
transporte sendo que o mesmo só se destina ao transporte de passageiros.”
Na sequência da reclamação por mim efectuada e que já dei conta neste espaço, passo a contra argumentar:
-As linhas do Minho e do Douro podem transportar-nos a
destinos de enorme interesse para a prática do cicloturismo que, felizmente,
começam a ser muitos no Norte do País.
O investimento, com dinheiros públicos, que tem sido
efectuado, e bem, na criação de ciclovias, nomeadamente através do
aproveitamento das antigas linhas de caminho de ferro merecia da parte da CP
outra atenção e operacionalidade, tendo em vista o usufruto que a oferta turística
proporciona.
As antigas linhas do Corgo, Tâmega e a ciclovia entre Viana do Minho e Ponte de
Lima, são alguns locais a que se podia aceder utilizando as composições da CP e
que no presente não é possível.
O regresso desde Vigo para quem peregrina a Compostela de
bicicleta é igualmente inexequível.
Não seria adequado a CP criar oferta estratégica
diversificada no âmbito da promoção turística nacional, divulgando locais de
interesse e produtos turísticos regionais com interesse nacional e internacional?
Com certeza que sim, porventura em colaboração com as Regiões de Turismo e a
pensar num determinado público-alvo, através de acções promocionais.
A utilização do comboio como transporte ideal para aceder a
locais de inegável interesse turístico, será, por certo, boa política.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
Caminho Inglês
Caminho Inglês 2009
Um pouco da história
| Ferrol - Início do Caminho |
Aos portos de Ferrol e Corunha, assim como a Ribadeo e Viveiro, afluíam peregrinos de barco provenientes das ilhas britânicas, das penínsulas escandinavas, alemães e flamengos.
No século XII, mais precisamente no ano de 1147, a esquadra da Segunda Cruzada, com destino à Terra Santa, de má memória para os cristãos, efectuou, a pé, o caminho entre os portos Ferrol e da Corunha e Santiago de Compostela, com o fim de visitar o túmulo do apóstolo, antes de participar naquela que foi a única vitória cristã, precisamente a reconquista de Lisboa, em 1147, sob a solicitação de Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.
| Torre dos Andrades - Pontedeume |
Nos séculos XIV e XV a Guerra dos Cem Anos, entre ingleses e franceses, fez crescer os utilizadores deste itinerário, com muitos peregrinos a chegarem de barco aos locais atrás referidos, e provenientes de Londres, Bristol, Southampton e Plymouth, aproveitando também para efectuar trocas comerciais com mercadores galegos.
O Caminho Inglês conheceu passou a ser pouco menos utilizado a partir da ruptura assumida por Henrique VII (1509-1549) com a Igreja Católica.
O meu Caminho Inglês em 2009
| Gare de Compostela |
O planeado era viajar de comboio até à Corunha e daqui fazer a ligação a Ferrol em bicicleta, para percorrer o Caminho Inglês até Compostela em dois dias.
Assim, nesse mesmo dia 4 de Setembro fomos dormir no albergue de Neda, para iniciar no dia seguinte a nossa empresa. O albergue ficou por nossa conta, apenas um peregrino alemão nos fez companhia.
Em 2008, quando em companhia do Joaquim Tavares e do José Botelho fizemos o Santiago-Finisterra - Muxia, já tinha ficado no ar a intenção de fazermos um Caminho em 2009, mais tarde decidimos que seria o Caminho Inglês, a partir de Ferrol. Também o poderíamos ter percorrido a partir da Corunha ou mesmo Ribadeo, a dúvida subsistiu quase até ao fim.
| Ligação Corunha-Ferrol |
Em Ferrol, para além se tomar o pequeno almoço, aproveitámos para visitar e fotografar a cidade natal do Caudilho, o General Franco, figura controversa e incontornável que marcou sem dúvida um longo período da história de Espanha e peninsular.
| Ferrol - Praça do Caudilho |
Para além de uma volta pelo centro histórico, aproveitámos para espreitar o arsenal da marinha espanhola. No Porto Antigo, iniciámos o Caminho, precisamente junto ao marco que o assinala. Prosseguimos paralelos à baia de Ferrol até chegar a Neda, onde dormíramos na véspera e onde nos cruzámos com a sinalização do caminho que leva ao santuário de Santo André de Teixido.
| Ponte pedonal - Neda |
Assim, de Neda seguimos para Fene, passando perto dos estaleiros e a partir desta localidade subimos um monte até encontrarmos a estrada paralela ao Caminho que nos levou a Cabanas,
| Playa da Magdalena - Cabanas |
Em Pontedeume apreciei o seu excelente enquadramento paisagístico, onde a ponte, a baia e a Torre dos Andrades são, sem dúvida, os seus ex-libris.
| Pontedeume |
| Ponte medieval sobre o río Baxoi, |
Após o banho na praia e a farta refeição, quem iria vencer a subida de forte inclinação, apenas pela sombra de proveniente de frondosos bosques de carvalhos e castanheiros, para chegar a Betanzos?!
| Praça central de Betanzos, antiga capital da Galiza |
Mas, lá tivemos que prosseguir para a bonita cidade Betanzos, antiga capital da Galiza, onde decidimos pernoitar. Trata-se de uma cidade tipicamente galega, banhada pela ria que lhe dá o nome e a graça.
O Caminho Inglês caracteriza-se sobretudo pelo verde dos bosques, com uma primeira parte a decorrer paralela à ria de Ferrol e depois de Betanzos. As duas subidas de relevo mais acentuado, embora difíceis, também não nada que não se possa fazer.
É um Caminho tranquilo onde se convive muito bem com a natureza e a pacatez do quotidiano rural galego. A sombra dos bosques na maior parte do seu trajecto ajuda a torná-lo bastante agradável de percorrer.
| Peregrinos a cavalo no Caminho Inglês |
| Os Três Santiagos Matamouros |
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Primeira etapa no Caminho Francês, entre Saint-Jean-Pied-de-Port e Roncesvalles
Saint-Jean-Pied-de-Port a Roncesvalles, 11 de Setembro de 2007.
| No comboio para Sain-Jean-Pied-de-Port |
Saindo da pequena estação, não foi difícil encontrar a direcção da velha cidadela fortificada, para onde pedalei, embora não tivesse efectuado uma visita pormenorizada à zona histórica da harmoniosa cidadezinha fronteiriça, receoso de perder tempo no caminho.
Ainda dentro das muralhas, o primeiro passo que um Peregrino a Santiago deve seguir é efectuar a validação da credencial na Oficina do Peregrino, paragem obrigatória para carimbar a credencial e obter a Vieira.
domingo, 28 de outubro de 2012
O Caminho Francês de Santiago
O meu Caminho, como começou...
| Catedral de Santiago de Compostela |
Percorrer o Caminho Francês de Santiago era sonho antigo que ganhou forma definitiva por finais de Agosto de 2007, aquando duma visita a Santiago de Compostela.
O sentimento de júbilo expresso nos rostos dos peregrinos que acabavam de chegar à Praça do Obradoiro, a pé ou de bicicleta, despertou a minha determinação e o meu entusiasmo crescia a cada vez mais, a cada instante. E foi assim que me fui acercando de alguns para lhes demonstrar a minha admiração e procurando saber das suas experiências.
O colorido da Praça do Obradoiro, com gente de todas as idades, a pé ou de bicicleta, uns deitados nas lajes aquecidas pelo sol, outros simplesmente cirandando, mas todos com o rosto perfeitamente elucidativo de um óptimo estado de alma.
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