Mostrar mensagens com a etiqueta Caminho de santiago bicicleta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Caminho de santiago bicicleta. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

5.º dia, de Cea a Santiago de Compostela.




Quinta Feira, 30 de Julho de 2015


 A caminho de Castro Dozón 
A chuva resolveu aparecer no derradeiro dia e como em Cea não encontrámos local onde comer, pedalámos em direcção a Castro Dozón, para o pequeno almoço no Café Ojea, em Arenteiro - Piñor, por sinal bastante acolhedor e onde reencontrámos entre outros a Cerezo e a  Simarro, de Valência, que também pernoitaram no albergue de Cea, e percorriam os kms que faltavam para terminar o Caminho, na companhia de mais dois peregrinos.





domingo, 21 de junho de 2015

O meu Caminho de Santiago para 2015

Com o falecido Zapatones, em 2012. Final do Caminho Português Interior de Santiago.
Falta pouco mais que um mês para iniciar novamente o Caminho Português de Santiago. 

Este ano após a viagem de comboio entre Coimbra e Porto, a intenção é seguir pelo bicicleta pela via central, por São Pedro de Rates, e, em Barcelos, inflectir para Braga, onde será obrigatória a passagem por São Martinho de Tibães e pelo  cenóbio de São Frutuoso de Montélios .


De Braga, rumaremos para Amares, Sta. Cruz, onde, pela Geira Romana, seguiremos por Covide, Campos do Gerês, Portela do Homem, e, já na Galiza, Torneiro, Lobios, Celanova e Allariz. Nesta localidade apanharemos a Via da Prata, por onde pretendemos seguir para Compostela, reeditando parte do Caminho já percorrido em 2012.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Caminho Português pela Costa, de Marinhas até Caminha








A descer para o Neiva

Terça Feira, 16 de Setembro de 2014

Embora a chuva ameaçasse, uma ligeira brisa e a temperatura amena favoreciam o andamento.
O ritual matutino acaba por ser idêntico, variando apenas de lugar para lugar. Preparar a bicicleta, montar os alforges, este ano um pouco mais pesados que o habitual, aprovisionar água quanto baste e demais utilidades necessárias à jornada.
A primeira boa surpresa do dia surgiu próximo do rio Neiva.  Um bonito percurso em terra, estreito e sinuoso, percorrido na companhia de um grupo de Braga, folgados no peso das bicicletas e nos quilómetros. Boa malta.








segunda-feira, 3 de março de 2014

Bicicletas nos comboios, resposta à CP


As linhas do Douro e Minho têm um potencial a desenvolver que a CP se "recusa" a encarar com visão estratégica responsável.

Relativamente à circulação de passageiros, acompanhados de bicicletas, nas já citadas linhas do Minho e Douro, a CP tem a dizer o seguinte:

-“Devido às características do material circulante que efetua o serviço Regional/ Inter-regional nas linhas do Minho e Douro, e não existindo de modo algum condições para o transporte de bicicletas, não é autorizado o seu transporte sendo que o mesmo só se destina ao transporte de passageiros.”

Na sequência da reclamação por mim efectuada e que já dei conta neste espaço, passo a contra argumentar:

-As linhas do Minho e do Douro podem transportar-nos a destinos de enorme interesse para a prática do cicloturismo que, felizmente, começam a ser muitos no Norte do País.
O investimento, com dinheiros públicos, que tem sido efectuado, e bem, na criação de ciclovias, nomeadamente através do aproveitamento das antigas linhas de caminho de ferro merecia da parte da CP outra atenção e operacionalidade, tendo em vista o usufruto que a oferta turística proporciona.
As antigas linhas do Corgo, Tâmega e  a ciclovia entre Viana do Minho e Ponte de Lima, são alguns locais a que se podia aceder utilizando as composições da CP e que no presente não é possível.
O regresso desde Vigo para quem peregrina a Compostela de bicicleta é igualmente inexequível.
Não seria adequado a CP criar oferta estratégica diversificada no âmbito da promoção turística nacional, divulgando locais de interesse e produtos turísticos regionais com interesse nacional e internacional? Com certeza que sim, porventura em colaboração com as Regiões de Turismo e a pensar num determinado público-alvo, através de acções promocionais.

A utilização do comboio como transporte ideal para aceder a locais de inegável interesse turístico, será, por certo, boa política.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Caminho Inglês

Caminho Inglês 2009

Um pouco da história


Ferrol - Início do Caminho
O Caminho Inglês foi uma rota de peregrinação jacobeia  muito utilizada na Idade Média, em alternativa à rota mais seguida pelos peregrinos, o Caminho Francês.

Aos portos de Ferrol e Corunha, assim como a Ribadeo e Viveiro, afluíam peregrinos de barco provenientes das ilhas britânicas, das penínsulas escandinavas, alemães e flamengos.

No século XII, mais precisamente no ano de 1147, a esquadra da Segunda Cruzada, com destino à Terra Santa, de má memória para os cristãos, efectuou, a pé, o caminho entre os portos Ferrol e da Corunha e Santiago de Compostela, com o fim de visitar o túmulo do apóstolo, antes de participar naquela que foi a única vitória cristã, precisamente a reconquista de Lisboa, em 1147, sob a solicitação de Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal. 

Torre dos Andrades - Pontedeume
Do primeiro itinerário marítimo conhecido,  sabe-se que foi escrito entre 1154 e 1159, por um monge islandês, que relata a sua viagem desde a Islândia até Bergen na Noruega, passando pelo canal de Kiel, na fronteira entre a Dinamarca e Alemanha.  O monge seguiu a pé até Roma, a caminho da Terra Santa, outros, escandinavos e islandeses, fizeram a rota a pé, por Roncesvalles, enquanto outros aportaram ao norte da Península Ibérica, fazendo depois a rota a pé, pelo Caminho Inglês até Santiago.

Nos séculos XIV e XV a Guerra dos Cem Anos, entre ingleses e franceses, fez crescer os utilizadores deste itinerário, com muitos peregrinos a chegarem de barco aos locais atrás referidos, e provenientes de Londres, Bristol, Southampton e Plymouth, aproveitando também para efectuar trocas comerciais com mercadores galegos.

O Caminho Inglês conheceu passou a ser pouco menos utilizado a partir da ruptura assumida por Henrique VII (1509-1549) com a Igreja Católica.


O meu Caminho Inglês em 2009


Gare de Compostela
Em 04 de Setembro de 2009 iniciámos a viagem de automóvel de Coimbra até Santiago de Compostela.

O planeado era viajar de  comboio até à Corunha e daqui fazer a ligação a Ferrol em bicicleta, para percorrer o Caminho Inglês até Compostela em dois dias.

Assim, nesse mesmo dia 4 de Setembro fomos dormir no albergue de Neda, para iniciar no dia seguinte a nossa empresa. O albergue ficou por nossa conta, apenas um peregrino alemão nos fez companhia.

Ligação Corunha-Ferrol
Em 2008, quando em companhia do Joaquim Tavares e do José Botelho fizemos o Santiago-Finisterra - Muxia,  já tinha ficado no ar a intenção de fazermos um  Caminho em 2009,  mais tarde decidimos que seria o Caminho Inglês, a partir de Ferrol. Também o poderíamos ter percorrido a partir da Corunha ou mesmo Ribadeo, a dúvida subsistiu quase até ao fim.

Em Ferrol, para além se tomar o pequeno almoço, aproveitámos para visitar e fotografar a cidade natal do Caudilho, o General Franco, figura controversa e incontornável que marcou sem dúvida um longo período da história de Espanha e peninsular.


Ferrol - Praça do Caudilho

Para além de uma volta pelo centro histórico, aproveitámos para espreitar o arsenal da marinha espanhola. No Porto Antigo, iniciámos o Caminho, precisamente junto ao marco que o assinala. Prosseguimos paralelos à baia de Ferrol até chegar a Neda, onde dormíramos na véspera e onde nos cruzámos com a sinalização do caminho que leva ao santuário de Santo André de Teixido.

Ponte pedonal - Neda
Também conhecido como Santo André de Lonche ou Santo André do Cabo do Mundo e que se situa  a cerca de 12 km de Cedeira, no meio da serra da Capelada, em redor da costa de Ortegal,escondido entre penhascos e bosques, numa zona de escarpada orografia, o lugar está protegido de temporais, com características de promontórios celtas, que procuravam espaços mágicos que penetrassem no mar.

Assim, de Neda seguimos para Fene, passando perto dos estaleiros e a partir desta localidade subimos um monte até encontrarmos a estrada paralela ao Caminho que nos levou a Cabanas, 

Playa da Magdalena - Cabanas
Antes, porém, o Botelho e o Joaquim, enquanto bebiam a sua cervejinha resolveram  tirar todas as medidas da praia de Cabanas!!  No meu caso preferi adoptar uma atitude mais deinteressada, face à paisagem das montanhas!!!


Em Pontedeume  apreciei o seu excelente enquadramento paisagístico, onde a ponte, a baia e a Torre dos Andrades são, sem dúvida, os seus ex-libris.
Pontedeume
Depois de Bañobre, cruzámos a ponte medieval sobre o río Baxoi, coincidindo com o Caminho Real, andámos cerca 300m. por um caminho de terra até chegar a Miño , onde gozámos um banho na ria e nos deliciámos com a cozinha galega, num restaurante integrado na zona verde contígua à praia.

 Ponte medieval sobre o río Baxoi,
Particularmente saboreei uns magníficos Chipirones, enquanto o Quim e o Zé se entretiveram com um bem confeccionado prato de carne de cerdo  e batatinhas fritas.

Após o banho na praia e a farta refeição, quem iria vencer a subida de forte inclinação, apenas pela sombra de proveniente de frondosos bosques de carvalhos e castanheiros, para chegar a Betanzos?!

Praça central de Betanzos, antiga capital da Galiza

Mas, lá tivemos que prosseguir para  a bonita cidade Betanzos, antiga capital da Galiza, onde decidimos pernoitar. Trata-se de uma cidade tipicamente galega, banhada pela ria que lhe dá o nome e a graça.

O Caminho Inglês caracteriza-se sobretudo pelo verde dos bosques, com uma primeira parte a decorrer paralela à ria de Ferrol e depois de Betanzos. As duas subidas de relevo mais acentuado, embora difíceis, também não nada que não se possa fazer.

Peregrinos a cavalo no Caminho Inglês
É um Caminho tranquilo onde se convive muito bem com a natureza e a pacatez do quotidiano rural galego. A sombra dos bosques na maior parte do seu trajecto ajuda a torná-lo bastante agradável de percorrer.

Os Três Santiagos Matamouros 
A chegada a Santiago é sempre mítica, com o aproximar da Praça do Obradoiro sente-se mais presente o espírito do Caminho . Quase em sobreposição à alegria de mais uma etapa cumprida, é indisfarçável uma certa nostalgia, ficando a ideia, quase o compromisso, de repetir no ano seguinte.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Primeira etapa no Caminho Francês, entre Saint-Jean-Pied-de-Port e Roncesvalles

Saint-Jean-Pied-de-Port a Roncesvalles, 11 de Setembro de 2007.


No comboio para Sain-Jean-Pied-de-Port
Na gare de Bayonne apanhei a pequena composição que me transportou num enleante serpenteando ladeando as margens do rio  Nive alternando zonas habitacionais e uma paisagem marcada por algumas zonas de frondoso arvoredo, numa viagem tranquila e agradável até St-Jean-Pied-de-Port. 

Saindo da pequena estação, não foi difícil encontrar a direcção da velha cidadela fortificada, para onde pedalei, embora não tivesse efectuado uma visita pormenorizada à zona histórica da harmoniosa cidadezinha fronteiriça, receoso de perder tempo no caminho.

Ainda dentro das muralhas, o primeiro passo que um Peregrino a Santiago deve seguir é efectuar a validação da credencial na Oficina do Peregrino, paragem obrigatória para carimbar a credencial e obter a Vieira. 


domingo, 28 de outubro de 2012

O Caminho Francês de Santiago

O meu Caminho, como começou...

Catedral de Santiago de Compostela

Percorrer o Caminho Francês de Santiago era sonho antigo que ganhou forma definitiva por finais de Agosto de 2007, aquando duma visita a Santiago de Compostela.

O sentimento de júbilo  expresso nos rostos dos peregrinos que acabavam de chegar à Praça do Obradoiro, a pé ou de bicicleta, despertou a minha determinação e o meu entusiasmo crescia a cada vez mais, a cada instante. E foi assim que me fui acercando de alguns para lhes demonstrar a minha admiração e procurando saber das suas experiências.

O colorido da Praça do Obradoiro, com gente de todas as idades, a pé ou de bicicleta, uns deitados nas lajes aquecidas pelo sol, outros simplesmente cirandando, mas todos com o rosto perfeitamente elucidativo de um óptimo estado de alma.