segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Retrospectiva do Caminho a Santiago, pela Costa

Decorrido mais de ano e meio sobre a memorável viagem de bicicleta de Coimbra a Santiago de Compostela, ao longo da costa portuguesa e galega,  na companhia do meu filho, resolvi fazer uma breve retrospectiva de alguns desse inolvidáveis momentos de grandes emoções, através de algumas fotos, e alguns breves comentários. 

Partindo de Coimbra, com a ideia de seguir pelo litoral, seguimos pelo Choupal e aqui deixamos uma foto da vila de Ançã, seguiríamos depois por Cantanhede, Mira, Vagueira, Costa Nova e Barra, onde efetuámos a travessia de barco para São Jacinto, e daí seguir para Torreira, para dormir em Ovar.

Primeira paragem do dia na vila de Ançã, na direção da zona costeira, praias de Mira e Vagueira.


Pedalando ao longo do braço mais a sul da Ria de Aveiro, na foto, abaixo, já é possível descortinar algumas edificações da Vagueira.

Após a passagem pela Costa Nova e efetuada a passagem de ferry da Barra para São Jacinto, seguiu-se o percurso ao longo da ria, até Ovar, terminando com um excelente repasto de lulas grelhadas na praia do Furadouro.  

Torreira, os moliceiros na ria.  


2.º Dia a pedalar e manhã, por sinal bem fresca e adequada para o efeito. O plano traçado tinha como meta a cidade de Vila do Conde.

Civlovia da Cortegaça, excelente local para pedalar tranquilamente, inspirando o ar dos pinheiros e contando com a brisa do mesmo ali ao lado.   


A passagem pela barrinha de Esmoriz, ponto de excelência para a observação de aves,  é local de assinalável especial, 


Na marginal mesmo à beirinha da praia, em frente à mítica Capela do Senhor da Pedra, duas latas de petinga em conserva, a rechear uns papos secos, refrigerante e fruta, foi o menu 5* possível, pois muito ainda havia que pedalar.



Em atualização


















































terça-feira, 15 de abril de 2025

Ao "Sabor" de Trás-os-Montes

 

Ecopista do Sabor

Na Rota da Terra Fria - 1.ª Jornada: Duas Igrejas-Miranda do Douro a Carviçais, 73.68 km


Fig1: Antiga Estação Ferroviária de Duas Igrejas
Edifício passageiros
  

Trás-os-Montes e Alto Douro, mais especificamente a aldeia de Duas Igrejas, no concelho de Miranda do Douro, foi o destino da rota previamente traçada, na qual o grupo de protagonistas saídos da malta do costume, um elenco constituído pelo Manuel, João N., Gustavo, JP, e o autor que destas letras, foi  vivendo e pedalando para contar algumas estórias divertidas, em duas jornadas  perfeitas, a rolar pelo planalto transmontano.

Já pertinho do final da tarde a totalidade do grupo encontrou-se, finalmente, na Associação Cultural Pauliteiros de Miranda,  local de encontro com o Sr. Carlos Pera, Presidente da Junta de Freguesia de Duas Igrejas, que amavelmente nos autorizou a pernoitar no salão da Associação, e ao qual agradecemos a pronta disponibilidade. Um bem-haja Sr. Carlos, um bom amigo que conhecemos em terras transmontanas, a quem o grupo ficará, certamente, sempre reconhecido.

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Ecovia Atlântica e Ecopista do Rio Minho

  

Rio Minho

O final de Agosto de 2021 foi aprimorado com umas magníficas  de mini-férias a pedal, em jornada dupla que decorreu pela orla Atlântica entre Viana do Castelo e Caminha, estendendo-se depois para montante do  rio Minho, através da Ecopista que acompanha a sua margem esquerda. O passeio foi iniciado na foz do rio Lima, junto à marina de Viana, onde se situa a Pousada de Juventude. Assim que aprontámos as bicicletas, rolámos em direcção ao centro histórico  na incontornável e icónica Pastelaria "Manuel Natário", situada na rua Manuel Espregueira, junto à Praça Central, onde lográmos ganhar lugar no mundo das imperdíveis e maravilhosas Bolas de Berlim.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Canal do Midi em bicicleta - Canal dos Dois Mares II

 

Écluse de Vic, em Castanet-Tolosan 


Texto de António José Soares. Fotografia António José Soares e António Pedro Carvalho


Jornada a pedalar ao longo do canal, pelo  País Cátaro, entre Toulouse e Carcassonne.

Toulouse
A chegada a Toulouse encerrou a primeira fase da aventura pelo Canal des Deux-Mers, ao chegar ao fim o percurso pelo Canal Latéral de La Garonne. 
O estado de espírito em relação à segunda parte que se iria seguir era de alguma apreensão, mormente sobre o o eventual surgimento de  dificuldades adicionais relacionadas com as implicações geradas pelo abate dos muitos plátanos ao longo do canal, e a consequente diminuição de zonas de sombra que tal acção comportou. Também o surgimento do tipo de piso um bastante mais irregular em muitos troços, implicaria  forçosamente uma diminuição da velocidade média diária.
A estadia no parque de campismo de Toulouse foi aproveitada de forma exemplar para retemperar forças e recarregar energias para nova jornada. Assim que deixámos o parque, os primeiros quilómetros, até ao centro da cidade, foram efectuados na companhia de uma ciclista francesa que também pernoitou no mesmo parque, e que agora finalizava o seu Tour de VTT, com início nos Pirinéus. Aproveitámos os breves instantes e fomos trocando alguns dedos de conversa até ao início do Canal du Midi, altura em que nos despedimos, seguindo destinos opostos. 

Ramonville-Saint-Agne
Talvez um pouco receosos da propagação do “covid”, não aproveitámos, como seria desejável, a passagem por Toulouse a fim de  descobrir os muitos motivos de interesse da Cidade Rosa, assim apelidada em razão dos tons rosa-laranja dos  edifícios. Assim, ignorámos a famosa Place du Capitole, e outras obras-primas arquitetónicas como a basílica românica de Saint-Sernin, a Igreja dos Jacobinos ou o Hotel Renaissance em Assézat.
Não houve igualmente oportunidade para degustar algumas das especialidades culinárias do Sudoeste. A única pausa foi efectuada numa caféterie / boulangerie, adjacente ao canal, onde a prioridade estava direccionada para o pequeno-almoço, que foi, aliás, sublime. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Canal do "Garonne" em bicicleta - Canal dos Dois Mares I



Dpois de duas primeiras tentativas planeadas, finalmente, a 25 de Julho de 2020, iniciei a viagem rumo a Bordeaux, a fim de concretizar o sonho antigo de percorrer em bicicleta o magnífico Canal des Deux Mers. Fantástica obra de engenharia civil e hidráulica, cuja primeira fase ocorreu no último quartel do século XVII, entre 1662 e 1681, com a construção da Canal du Midi e posteriormente, com a completa ligação fluvial entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, através da conclusão, em meados do Século XIX, mais concretamente em 1856, do Canal Lateral à la Garonne, tendo sido considerado pela UNESCO, desde 1996, Património da Humanidade.

Preparação da viagem


Bordeaux- marginal
O plano inicial, de realizar a aventura em companhia do amigo JOPARESI, saiu gorado, em consequência de uma arreliadora lesão nas costas de que este foi acometido, à última hora, obrigando-o a desistir.

Costuma dizer-se, quando para uns o azar bate à porta, para outros, a sorte sorri. Neste caso tive a felicidade de ser contemplado com a companhia do meu filho TóPê, que, em boa hora, aceitou o meu desafio. Assim, o que inicialmente estava para ser um tour de bicicleta protagonizado por dois amigos acabava de ser transformado numa aventura familiar de pai e filho. 

A logística estava pronta, apenas com a necessidade de alguns ajustes à preparação inicial, mantendo-se todo o restante. A viagem para França em automóvel e o plano de viajar em autonomia, a partir de Bordeaux, pernoitando em parques de campismos, com uma ou outra adaptação. Os alforges foram carregados com uma lista de utensílios básicos, considerados importantes.
Bordeaux - Le Miroir d'eau

Não foi esquecida a roupa de ciclismo, umas calças/calção leves de passeio, meias e roupa interior leve, toalhas, sem esquecer carregadores, power bank, saco-cama, almofada e colchão insuflável, tenda, lanterna para bicicleta, equipamento adicional da bicicleta, assim como algumas barras energéticas. O material deve ser o mais leve possível, por isso aconselha-se a ponderar, sempre, na altura da compra.

A travessia de Espanha decorreu tranquilamente, tendo sido já com a luz do dia a querer fugir que chegámos ao parque de campismo Village Bordeaux Lac, onde pernoitámos. O mesmo não foi difícil de encontrar, mercê da sua excelente localização. A nossa passagem foi fugaz, sem lugar a histórias para contar, procurando apenas usufruir do descanso que a estadia proporcionou a fim de enfrentar a primeira jornada da aventura que agora começava.

Bordeaux e as vinhas da Aquitânia

Bordeaux - Pont Pierre
Assinalava o relógio as 07:40 de Domingo, 26 de Julho, quando já despertos, tratámos de dar início à nossa nova rotina. Guardado o carro num espaço adjacente à recepção do parque, aí montámos as bicicletas e acondicionámos as bagagens nos alforges, para finalmente dar início à aventura.

Deixámos o parque e seguimos pela via ciclável Roger Lapébie, mas ainda não tínhamos pedalado quinhentos metros e logo a primeira contrariedade nos surgiu, com obras na via a obrigar a seguir por um desvio no percurso pelo qual pedalámos até ao centro de Bordeaux. Aqui chegados, junto ao skate parque, na margem esquerda do Garonne, e depois de captar umas imagens, continuámos a pedalar pela marginal até ao Le Miroir d'Eau, espelho de água refrescante e de belo efeito.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Alto Minho: Passeio pelas Ecovias do Lima e do Vez

 Ecovia Rio Lima

https://www.alltrails.com/explore/map/riolimaveigas-1--2?u=m

Viana da Foz do Lima 

Museu do Traje
Com as férias de Verão à porta, aproveitando o interregno lectivo do António Pedro, antes da sua partida para Lovaina ao abrigo do programa Erasmus, lancei-lhe o repto de pedalarmos  em redor dos rios Lima e Vez, no Alto Minho, por um período de dois a três dias.

Não estando o jovem habituado a estas "andanças" haveria que seleccionar um percurso suave, daí a opção por pedalar ao longo das margens dos rios, e assim logo se começou a tratar da preparação da viagem: preparar alforges, comprar bilhetes para a viagem de comboio entre Coimbra e Viana da Foz do Lima e, também importante, reservar alojamento. 

Viana - Centro Histórico
Como só tinha uma bicicleta, a Trek, com as características adequadas para uma jornada do tipo que pretendia efectuar, apelei à boa vontade do amigo Sérgio que de imediato me disponibilizou uma bicicleta para o António Pedro me acompanhar, sem grande sofrimento. Na verdade a velhinha Órbita que habitualmente utiliza, já não está fadada para estas andanças.

E assim, no dia 4 de Julho, lá partimos nós de Coimbra B, mais conhecida por Estação Velha, nome que lhe assenta na perfeição, e envergonha sem dúvida a cidade, a região e o país, atendendo ao miserável estado de conservação e condições que apresenta para acolher os passageiros. Mas serviu para iniciarmos o nosso passeio. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Serra da Estrela: Rota das Levadas

Do Covão do Forno aos Cornos do Diabo


Percurso linear, com início na Lagoa Comprida e a terminar na Quinta do Crestelo - Seia, extensão de 44,02 km. Piso misto de asfalto e terra. Pontos de passagem: Albufeira do Covão do Forno, Albufeira do Lagoacho, Vale do Rossim, Albufeira do Vale do Rossim, Sabugueiro, Senhora do Desterro e Lapa dos Dinheiros.












Lagoa Comprida
Um mês e quatro dias após o percurso das lagoas, que teve início no Vale Glaciar, nova jornada pela Serra da Estrela, desta vez com alteração no elenco dos protagonistas, desta vez com o Joparesi preencher o lugar do Katu.

Joparesi, geógrafo, que habitualmente costuma delinear os trajectos que habitualmente percorremos, ia-se corroendo a corrigir exames enquanto nos passeávamos pelos caminhos da serra por vales e lagoas. Ora, como o bichinho continuou a corroer, não tardou que que não fizéssemos nova incursão pela serra.






Assim na manhã do dia 15 de Junho de 2019, que por sinal se apresentava bem fresca, especialmente junto à albufeira da Lagoa Comprida, onde algumas cortinas de neblina se escapavam para a atmosfera, iniciámos um percurso procurando levadas e lagoas, agora com o Joparesi integrado no elenco dos protagonistas.

A primeira parte do percurso, da Lagoa Comprida ao Vale do Rossim, via levada do Covão do Forno e levada da Barragem do Lagoacho, foi uma reedição de um troço do percurso, percorrido em 11 de Maio, ficando o Joparesi com o encargo de traçar a rota a ligar Vale do Rossim e a Lapa dos Dinheiros.


Serra da Estrela: Rota do Vale Encantado

De Manteigas ao Vale do Rossim - Penhas Douradas



Percurso circular com início e fim em Manteigas, extensão de 66,48 km.Piso misto de asfalto e terra. Pontos de passagem: Viveiro das Trutas, Covão D’ametade, Lagoa Comprida, Albufeira do Covão do Forno, Albufeira do Lagoacho, Vale do Rossim.






A resposta ao desafio do amigo Rui Salgado para ir até à Serra da Estrela, partindo de Manteigas pedalando pelo Vale Glaciar, foi aceite de bom grado e os preparativos começaram de imediato a ser desenvolvidos.

Ao chegar à vila serrana já tinha a aguardar-me os “judeus” Rui Salgado e Katu, que apontavam de forma reprovadora para os relógios, pelo rigoroso cumprimento do quarto de hora académico, relativamente ao horário previamente acordado para o encontro, na verdade foi meia hora académica, embora ainda tivéssemos uma serra do tamanho do mundo pela frente, também as horas ainda eram muitas!

Passagem sobre o Zêzere

Após as saudações da praxe, coloquei as rodas no quadro e lá fomos os três na direcção do vale, optámos por subir pela vertente da encosta oposta à estrada nacional 338, por um estradão de terra que nos leva também paralelo ao rio Zêzere, o qual iríamos atravessar num local verdadeiramente, para tomar a estrada da vertente oposta, para sul, no sentido das Penhas da Saúde. 




Enquanto prosseguimos a subida íamos encontrando concorrentes do “Trail de Manteigas” em sentido oposto, a descer o vale. Íamos forçando paragens a fim de permitir a passagem de concorrentes em locais mais estreitos, dedicando estes breves momentos de pausa à admiração da vertente cénica envolvente, que para além da bela e magnificente paisagem, também nos propiciava respirar o maravilhoso ar puro da montanha.