| CARCASSONNE |
domingo, 30 de junho de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Caminho Português de Santiago
O primeiro passo para a efectivação da ligação, entre Coimbra e Santiago de Compostela está dado, com a obtenção da credencial do peregrino, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Caminhos de Santiago - Estatísticas mês de Maio 2013
Estatísticas Maio - Fonte Oficina do Peregrino.
http://peregrinossantiago.es/esp/oficina-del-peregrino/estadisticas/
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Conferência “Os caminhos de Santiago no Ano da Fé”
Dia 27 de Junho, às
21.30 horas, na sala Francisco Sá de Miranda da Casa Municipal da Cultura de Coimbra
irá realizar-se uma conferência sobre "Os caminhos de Santiago no Ano da
Fé".
A conferência será
proferida pelo Cónego D. Segundo Pérez López, Deão do Cabido da Catedral de
Santiago de Compostela e é promovida pela Confraria da Rainha Santa Isabel.
A Conferência será antecedida da assinatura de um protocolo de colaboração entre a Confraria da Rainha Santa e o Centro de Estudos Jacobeus do Porto.
Bom Caminho
Três amigos de Coimbra já percorreram de bicicleta os Caminhos de Santiago de Compostela, efectuaram em conjunto a ligação de Santiago a Finisterra, o Caminho Inglês, o
Português Interior, e, em separado, o Caminho Francês. Este ano contam fazer novamente O Caminho, ainda sem plano definido, mas com a mesma
paixão e determinação de sempre.
Percorrer os Caminhos de Santiago é dos acontecimentos
mais extraordinários que toca profundamente o interior de cada caminhante ou peregrino. Dos Caminhos resultam motivações diversas que redundam num vício salutar de que estes amigos não pretendem abdicar.
No entanto, mais do que evidenciar a
satisfação de percorrer o Caminho e partilhar sensações vividas,
lançam o desafio àqueles que sentindo alguma motivação, pretendam fazer o mesmo, a pé, de bicicleta ou a cavalo.
Com certeza passarão a comungar da mesma paixão
electrizante.
Bom Caminho
António José Matos
Crónicas do Caminho Português Interior de Santiago na
domingo, 23 de junho de 2013
Rio Mondego -Trilho Ribeirinho
A freguesia de Torres do Mondego, no concelho de Coimbra, oferece-nos um conjunto de opções para quem goste do turismo da natureza. Bafejada pela sorte que lhe trouxe o rio Mondego a seus pés, é coberta por farta mancha florestal, onde se se inclui a Mata Nacional de Vale de Canas, local aprazível com algumas espécies arbóreas centenárias, começa a agora a deixar para trás os prejuízos incalculáveis do incontrolável incêndio de 2005 que deixou Coimbra a arder. O coração da Mata estende-se por cima das encostas que descem sobre o rio, numa ligação interrompida pelos lugares de Vale de Canas, Casal da Misarela, Torres do Mondego e pela Estrada Verde, que flanqueia o Mondego, na sua margem direita, entre Coimbra e Penacova.
Existe ainda muito trabalho para efectuar, sobretudo na desmatação de caminhos, no aproveitamento de muitos lugares de interesse paisagístico que a natureza oferece.
Neste âmbito apraz registar e enaltecer o trabalho pensado e projectado pelo geógrafo João Paulo dos Reis Simões e corporizado pela Junta de Freguesia de Torres do Mondego, de que resultou o Trilho Ribeirinho, exemplarmente descrito na imagem que abaixo se mostra.
Fotos - Torres do Mondego-Trilho Ribeirinho, Praia Fluvial e Vale de Canas
Neste âmbito apraz registar e enaltecer o trabalho pensado e projectado pelo geógrafo João Paulo dos Reis Simões e corporizado pela Junta de Freguesia de Torres do Mondego, de que resultou o Trilho Ribeirinho, exemplarmente descrito na imagem que abaixo se mostra.
Fotos - Torres do Mondego-Trilho Ribeirinho, Praia Fluvial e Vale de Canas
Nota: Para melhor visualizar o percurso pedestre, aconselha-se a guardar a imagem, e fazer zoom
terça-feira, 18 de junho de 2013
O Caminho da Rainha Isabel de Portugal
Confraria quer criar
Rota da Rainha Santa
Rota da Rainha Santa
Confraria, que há um mês é o centro
de apoio aos peregrinos dos Caminhos
de Santiago, apresentou ontem programa
religioso e cultural
de apoio aos peregrinos dos Caminhos
de Santiago, apresentou ontem programa
religioso e cultural
Edição de:
Um grupo de investigadores da Faculdade de Letras está a tentar definir, com base científica, o percurso feito pela Rainha Santa Isabel, dentro do concelho de Coimbra, nas suas peregrinações até Santiago de Compostela. A investigação, solicitada pela Confraria da Rainha Santa Isabel (CRSI), servirá para criar, em breve, a Rota da Rainha Santa, e virá a ser percorrida pelos actuais peregrinos dos Caminhos de Santiago.
A ideia surge pela ligação da Rainha Santa a Santiago de Compostela, mas também porque há cerca de um mês que a CRSI foi autorizada pelo bispo de Coimbra a ser «o centro do apoio aos peregrinos» dos Caminhos de Santiago, dentro da diocese de Coimbra, sendo, por isso, responsável pela distribuição de informação e dos passaportes necessários aos peregrinos que partem, ou que param, em Coimbra
A ideia surge pela ligação da Rainha Santa a Santiago de Compostela, mas também porque há cerca de um mês que a CRSI foi autorizada pelo bispo de Coimbra a ser «o centro do apoio aos peregrinos» dos Caminhos de Santiago, dentro da diocese de Coimbra, sendo, por isso, responsável pela distribuição de informação e dos passaportes necessários aos peregrinos que partem, ou que param, em Coimbra
In Diario de Coimbra
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Guia do Caminho Português de Santiago de Compostela
Ao Paulo e Maria do Céu, anexo link da via de peregrinação a Santiago de Compostela mais percorrida no território português. Espero que em Julho metam as bicicletas a caminho. Podeis também consultar neste blogue uma lista de páginas sobre a temática dos Caminhos de Santiago, nomeadamente albergues, conselhos, fotografias, zonas de interesse cultural, etc. Bom Caminho.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Caminho Português de Santiago - VII
Segunda Feira, 6 de Agosto. Oseira - Santiago de Compostela.
Último dia de Caminho, acordámos cedo, pelas 06:00, o objectivo da jornada, para além de chegar a Compostela, seria o de conseguir alojamento em Redondela, onde no dia seguinte apanharíamos o comboio até ao Porto e daqui a Coimbra.
Àquela hora madrugadora, foi preciso andar perto de 10 km para encontrar a primeira localidade, Dozón, para a primeira refeição do dia. É fundamental para quem viaja deste modo as refeições bem repartidas, bem como a hidratação. Assim, depois de alguns quilómetros a pedalar em jejum, o pequeno almoço soube a pouco, embora tivesse chegado em boa hora.
Em Lalin, enquanto o Aguiar e o Joaquim continuaram pelo caminho, tive necessidade de procurar una tienda, a fim de substituir o pneu da roda traseira e mais umas pequenas afinações na bicicleta. Enquanto aguardava, decidi fazer uma incursão a pé pela cidade. Como ainda faltava muito para pedalar até Santiago, achei por bem reforçar o pequeno almoço.
| Alvorecer em Oseira |
A pequena cidade de Lalín , à semelhança da Mealhada, em Portugal, confere ao porco as honras de estátua, em praça pública. A frequente utilização de carne suína na culinária, com especial destaque para o cocido, é um hábito nestas paragens.
Parte do itinerário até Compostela, processa-se paralelo à estrada N525. No entanto o Caminho faz-se em grande parte por frondosos bosques, agradáveis de percorrer. Nesta altura do ano o afluxo de peregrinos é maior, e, à medida que nos aproximamos do final maior número de pessoas se encontram.
Neste último dia cada um fez o seu Caminho, como me encontrava praticamente no limite das minhas capacidades era importante gerir muito bem o esforço, para chegar a bom porto. Depois de Lalín, sem que percebesse, acabei por passar pelos meus amigos, enquanto procediam a uma pausa.
Pouco depois de Silleda, porque já era hora, parei num pequeno restaurante familiar. Fui atendido por uma simpática senhora, que acumulava as funções de cozinheira e empregada de mesa, apenas com a ajuda de um jovem rapaz e lá ia tomando conta de tudo. O meu desejo era comer uma sopa de legumes e uns tapas. Como não tinha sopa de legumes, foi-me sugerida uma favada, algo semelhante à nossa sopa da pedra, embora um pouco mais leve. Aceitei o conselho, mas pedi primeiro que me fosse servida uma pequena porção de tortilha. Para acompanhar o café, foi-me oferecida uma saborosa fatia de pão de ló, que aceitei e muito agradeci.
A pausa para refeição foi aproveitada para relaxar e alguns dedos de conversa com os irmãos galegos. Apenas faltariam cerca de 30 km para Compostela, contudo as dores musculares já me iam apoquentando.
Era altura para pôr novamente a bicicleta no Caminho Santiago. Em Puente Ulla, no exterior da igreja de Santa Maria Magdalena, um numeroso grupo de peregrinos aproveitava a sombra para descansar.
Após Puente Ulla, foi preciso vencer mais algumas subidas. Perante a proximidade da chegada, parecia que as forças tinham voltado, e as dores muscular pareciam ter desaparecido.
No albergue de Vedra procurei o reabastecimento de água, que não chegava a pouco mais que umas gotas. Procurei passar despercebido no albergue, mas logo fui abordado por uma jovem castelhana perguntando se procurava ficar no albergue, informando que o mesmo já estava lotado, mostrou curiosidade para saber de onde vinha, perguntas recorrentes entre quem viaja, após mais alguns dedos de prosa desejámos mutuamente um bom caminho.
Por fim a vista sobre as torres da catedral, uma rua em calçada, a descer, levou-me à entrada de Compostela. A enorme sede que levava, foi saciada com a fruta comprada mal entrei na urbe. Exagerei ao encher ainda mais os alforges com ameixas, pêssegos, uvas e bananas.
Depois de me misturar com a multidão, entrei na Plaza de Obradoiro descendo perigosamente, de bicicleta, as escadas adossadas à catedral.
Antes das tradicionais fotos na praça, corri à Oficina do Peregrino, a fim de solicitar a aposição do selo na credencial e obter a Compostellana.
A dois dias de completar 50 anos de idade, cumpri a última etapa, desde Santa Maria de Oseira, 101,71km e 594 km desde a cidade de Coimbra. O esforço valeu a pena, a experiência vivida foi inteiramente gratificante.
Uma menção especial aos amigos José Aguiar e Joaquim Tavares, o meu agradecimento pela paciência, sobretudo nas ocasiões em que tiveram de esperar por mim. Foi a primeira vez que fiz o Caminho em deploráveis condições físicas, sobretudo tendo em conta que o Caminho Português, por terras do interior, apresenta um grau de dificuldade superior relativamente a vias de peregrinação mais litorais, os designados Caminho Central e pela Costa.
Após a obtenção da Compostellana, seguimos para a estação ferroviária, onde apanhámos o comboio para Redondela, aqui chegados, de imediato procurámos lugar no albergue de peregrinos, que se encontrava lotado. A solução foi dormir num pavilhão gimnodesportivo local, onde já se encontravam um considerável número de portugueses, a caminho de Compstela.
A partir das 22:00 horas não era permitida a entrada no pavilhão, assim tivemos que nos despachar para a refeição da noite, na esplanada de uma pastelaria que encontrámos e onde pudemos escolher rodízio de tarte galega, de excelente degustação, regressando logo de seguida ao pavilhão para tentar dormir.Na manhã seguinte rumámos de comboio até ao Porto e daqui a Coimbra.
| Igrexa de Santiago de Taboada |
Neste último dia cada um fez o seu Caminho, como me encontrava praticamente no limite das minhas capacidades era importante gerir muito bem o esforço, para chegar a bom porto. Depois de Lalín, sem que percebesse, acabei por passar pelos meus amigos, enquanto procediam a uma pausa.
| Igreja de São Martinho Dornelas, Silleda |
| Grupo de peregrinos em Taboada - Foto Joaquim Tavares |
| Ponte sobre o rio Ulla |
| Igrexa de Santa Maria Magdalena, Puente Ulla |
| Muito próximo de Compostela, o verde que domina a paisagem galega |
| Peregrino a Santiago |
| Ao fundo, quase imperceptíveis, as torres da Catedral de Compostela. |
| Joaquim e Aguiar à saída da Oficina do Peregrino |
| À chegada, na Praça do Obradoiro - Foto Joaquim Tavares |
| José Aguiar, António Carvalho e Joaquim Tavares |
| A magnificente Catedral de Santiago de Compostela |
A partir das 22:00 horas não era permitida a entrada no pavilhão, assim tivemos que nos despachar para a refeição da noite, na esplanada de uma pastelaria que encontrámos e onde pudemos escolher rodízio de tarte galega, de excelente degustação, regressando logo de seguida ao pavilhão para tentar dormir.Na manhã seguinte rumámos de comboio até ao Porto e daqui a Coimbra.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Caminho Português de Santiago - VI
Domingo, 5 de Agosto. Xunqueira de Ambia - Oseira.
Até Ourense o percurso foi favorável. Entrámos na velha cidade termal, situada nas margens do Minho, pelas 08:30, com o Quim a ter que resolver um problema na roda.
O Caminho aproximava-se do seu termo, o cansaço acumulado reflectia-se no meu rendimento, assim, sempre que se vislumbrava uma pausa, eu aproveitava-a da melhor forma.
Em Ourense tinha passado de visita há um ano atrás, assim não dediquei muito espaço a fotos.
Enquanto o Quim tentava resolver o problema bicicleta, o Aguiar tirava fotos, aproveitei para reajustar o pequeno almoço, antevia-se uma generosa subida depois de Ourense.
Assim, enquanto os meus amigos andavam ocupados, após a pausa ilustrada na imagem, fui andando em direcção à ponte medieval sobre o Minho, aqui tirei algumas fotos e aproveitei o espreitar do sol para estender a roupa na ponte.
Prossegui uma vez que o relógio já apontava para as 10:30. Na saída de Ourense, a má sinalização do Caminho fez-me andar às voltas, perdendo tempo e energia.
O Caminho prosseguia por uma enorme rampa asfaltada, inserida num denso bosque, o grau de inclinação, não me permitia pedalar, o peso dos alforges, da bicicleta, e, a bem dizer, a má forma foram em conjunto determinantes para que tivesse de empurrar a bicicleta serra acima.
Quando finalmente deixei de ter que empurrar a bicicleta e alforges, indaguei, junto de um casal que cozia polvo para venda, tipo como quem vende na feira, um local para saciar a sede e encher o depósito de combustível! Tinha pedalado cerca de 100 metros quando encontrei o local indicado.
Antes de me sentar, e à pergunta: o que queres comer, respondi, sem hesitação, polvo à galega e pão, para beber cerveja sem álcool fresquinha, tal era a sede que foram quatro.
Mal tinha começado a almoçar, vislumbrei o Joaquim que entretanto passava, foi preciso chamá-lo, depois de instalado, olhou para o meu prato e logo se decidiu pelo polvo, estava uma maravilha. Conhecedor daquele pitéu desde 2007, aquando do meu primeiro Caminho, deste polvo que nos foi servido nunca mais me esquecerei!. Então o Joaquim que nunca tinha experimentado a iguaria, ficou fã.
Prosseguimos para Cea, antes de aqui chegar reagrupámos novamente. Não comprámos o famoso pão, mas vontade não faltou.
De Cea, optámos por seguir para Mosteiro de Santa Maria de Oseira, e em boa hora o fizemos, é sublime a beleza e dimensão deste desta construção cisterciense.
O final desta penúltima jornada do Caminho foi um dos momentos altos deste Caminho Português, o ambiente de espiritualidade presente em Oseira contagiou-nos. Não é exagero referir que nos sentimos como que três miúdos num passeio à Eurodisney ou coisa semelhante.
Pernoitámos numa das alas do mosteiro, destinada a hospedaria de peregrinos, nessa mesma qualidade fomos convidados a assistir a uma celebração do monges em clausura, que se mantêm ainda em actividade neste magnífico monumento cisterciense, com nalguns aspectos comparável a Alcobaça.
Sentimos de forma mais acesa o ambiente e o espírito do Caminho, à visita guiada seguiu-se a celebração religiosa e o merecido repasto para repor as energias, gastas durante a excelente jornada por terras galegas.
Após o jantar, um passeio para alongar as pernas e apreciar a grandeza do mosteiro que visto de noite parece ainda maior, recolhendo de seguida ao albergue para a última noite, no dia seguinte ... Santiago.
Para além de nós, em Oseira, o número a pernoitar no albergue não ultrapassava a meia dúzia.
Neste dia fizemos 64,76 km, com 492, 29 km percorridos desde Coimbra. Para chegar a Santiago ainda faltava cumprir cerca de 90 km.
Apetecia ficar mais umas horas na cama, mas a vida de peregrino é andar ou pedalar, assim antes de alvorecer já se preparavam alforges, em Xunqueira nem uma cafeteria aberta. Foi preciso pedalar quase cinco quilómetros para tomar o pequeno almoço.
![]() |
| O Joaquim de volta dos alforges |
Até Ourense o percurso foi favorável. Entrámos na velha cidade termal, situada nas margens do Minho, pelas 08:30, com o Quim a ter que resolver um problema na roda.
O Caminho aproximava-se do seu termo, o cansaço acumulado reflectia-se no meu rendimento, assim, sempre que se vislumbrava uma pausa, eu aproveitava-a da melhor forma.
Em Ourense tinha passado de visita há um ano atrás, assim não dediquei muito espaço a fotos.
| Tratando de fazer amigas |
Enquanto o Quim tentava resolver o problema bicicleta, o Aguiar tirava fotos, aproveitei para reajustar o pequeno almoço, antevia-se uma generosa subida depois de Ourense.
| Podeis crer que estava bom tanto o café, como o queque de canela |
Assim, enquanto os meus amigos andavam ocupados, após a pausa ilustrada na imagem, fui andando em direcção à ponte medieval sobre o Minho, aqui tirei algumas fotos e aproveitei o espreitar do sol para estender a roupa na ponte.
| Ourense, Ponte Medieval sobre o Rio Minho |
| Pormenor curioso do comboio à saída de Ourense |
| Uma tasquinha pitoresca |
Quando finalmente deixei de ter que empurrar a bicicleta e alforges, indaguei, junto de um casal que cozia polvo para venda, tipo como quem vende na feira, um local para saciar a sede e encher o depósito de combustível! Tinha pedalado cerca de 100 metros quando encontrei o local indicado.
![]() |
| Polvo à galega |
Mal tinha começado a almoçar, vislumbrei o Joaquim que entretanto passava, foi preciso chamá-lo, depois de instalado, olhou para o meu prato e logo se decidiu pelo polvo, estava uma maravilha. Conhecedor daquele pitéu desde 2007, aquando do meu primeiro Caminho, deste polvo que nos foi servido nunca mais me esquecerei!. Então o Joaquim que nunca tinha experimentado a iguaria, ficou fã.
Prosseguimos para Cea, antes de aqui chegar reagrupámos novamente. Não comprámos o famoso pão, mas vontade não faltou.
| Em Cea o pão é mais famoso que os monumentos |
O final desta penúltima jornada do Caminho foi um dos momentos altos deste Caminho Português, o ambiente de espiritualidade presente em Oseira contagiou-nos. Não é exagero referir que nos sentimos como que três miúdos num passeio à Eurodisney ou coisa semelhante.
| Página oficial do:Mosteiro de Santa Maria de Oseira |
| Momento de repouso e descontracção |
| Oseira, nas imediações do Mosteiro |
Para além de nós, em Oseira, o número a pernoitar no albergue não ultrapassava a meia dúzia.
| Hospedaria, numa ala do mosteiro |
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Caminho Português de Santiago - V
Sábado, 4 de Agosto. Verin - Xunqueira de Ambia.
Na Galiza, é frequente encontrar os cemitérios à volta das igrejas. Trata-se sem dúvida de uma questão cultural, religiosa, mas não é por este facto que a igreja de Arcucelos, na imagem, perde a sua grandeza.
Continuámos a pedalar, para fazer uma pequena paragem em Retorta, num espaço de lazer junto ao Tâmega, onde reencontámos um casal de peregrinos de Madrid, que conhecêramos na véspera, daqui a Matamá o Caminho corre paralelo ao rio.
Caracterizado pela beleza dos bosques e pela deslumbrante paisagem que se estende pelo vale, aproveitamos uma aliciante descida, serpenteando o bosque até à planície.
Por entre campos agrícolas chegaríamos a Xunqueira, num dia cinzento, e alguns aguaceiros. Em Xunqueira o albergue já se encontrava lotado, fomos obrigados a procurar uma alternativa e recorrer a uma residencial, um pouco mais cara, 15€ para cada um, três vezes mais que as habituais contribuições de 5€, mas com outras comodidades, que nesta altura do Caminho já merecíamos.
O ambiente estava bom, fomos falando com alguns amigos galegos, são ocasiões para troca de impressões agradáveis, muitas vezes laços de amizade se estabelecem, embora efémeros, é uma das facetas de que se reveste o espírito do Caminho, para além de outras que nos fazem sempre desejar, para o ano há mais.
Logo após as 07:30, o
Quim e o Aguiar subiram ao Castelo de Monterrei, como me atrasei, já não subi e dirigi-me para a cafeteria, junto a uma gasolineira à saída de Verin, em direcção a Xinxo de Lima, onde tomaríamos o pequeno
almoço .
Depois de conferenciarmos a nossa opção foi seguir em diracção oposta, por Laza, percurso mais interessante pela beleza natural que se desfruta ao ao longo do Tâmega e da vertente montanhosa neste troço do Caminho. Nos primeiros quilómetros subimos Monterrei, sem contudo passar pelo castelo e seguimos em direcção a Mixós e à sua sua igreja. Nela se destaca o portal sul, já que o portal ocidental está praticamente encoberto por uma enorme parede.
Prosseguindo por Vences e Arcucelos, nesta localidade clama a atenção o casario rústico, com o pormenor do milho a secar nas varandas. Continuámos a serpentear pelas margens do Tâmega.
| Ao cimo o Castelo de Monterrei - Verin |
| Igreja de Mixós |
| Arcucelos, casario |
| Arcucelos, igreja |
Após Laza uma forte subida leva-nos à localidade de Albergueria, almoçámos no Rincon del Peregrino, espaço de paragem obrigatória, decorado interiormente com vieiras assinaladas com os nomes dos peregrinos que aqui quiseram deixar a sua passagem assinalada.
| O almoço no Rincon del Peregrino |
Carinhosamente mantido por um simpático casal conversador e de excelente acolhimento, a ambiência propicia um sentimento especial do espírito do caminho.
O nosso anfitrião, para lá da afabilidade, surpreendeu-nos agradavelmente com o elevado conhecimento da cultura portuguesa.
O almoço seguiu a linha dos anteriores piqueniques, refeição leve e nutritiva, com a indispensável presença da fruta.
| O Camino |
Caracterizado pela beleza dos bosques e pela deslumbrante paisagem que se estende pelo vale, aproveitamos uma aliciante descida, serpenteando o bosque até à planície.
Por entre campos agrícolas chegaríamos a Xunqueira, num dia cinzento, e alguns aguaceiros. Em Xunqueira o albergue já se encontrava lotado, fomos obrigados a procurar uma alternativa e recorrer a uma residencial, um pouco mais cara, 15€ para cada um, três vezes mais que as habituais contribuições de 5€, mas com outras comodidades, que nesta altura do Caminho já merecíamos.
| Milheiro na Galiza |
O jantar é sempre aproveitado para estabelecer alguns momentos de convívio, a simpática proprietária da tasquinha, atendeu-nos com uma simpatia formidável, preparando, a pedido e para entrada uma massa de atum.
| Jantar em Xunqueira |
Encontrar o albergue já lotado obrigou-nos a desfrutar de condições mais cómodas, aproveitadas para uma excelente noite de sono.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Caminho Português de Santiago - IV
Sexta Feira, 3 de Agosto. Parada de Aguiar - Verin.
Em Chaves, após um pequeno giro pela cidade, acabámos a fazer um piquenique, desta vez num airoso parque verde, junto à margem esquerda do Tâmega, onde apetecia ficar a tarde inteira. Após o almoço, novo giro e finalmente lá abalámos em direcção a Espanha, com o objectivo de pernoitar em Verin.
Já na zona da raia, na pequena localidade de Outeiro Seco em lastimoso estado de ruína, uma residência fidalga, propriedade da Câmara Municipal de Chaves clama por urgentes e necessárias obras de reabilitação.
A referida construção foi objecto das nossas lentes, assim como a pequena e bonita igreja românica de Nossa Senhora da Azinheira de Outeiro Seco.
Continuando pelo Caminho, prossegue principalmente por estreitas estradas secundárias asfaltadas, detive-mo-nos um pouco mais num agradável terraço de um café em Vilarelho da Raia.
Os primeiros quilómetros em Espanha foram efectuados sob muito alcatrão, se bem que por estradas estreitas e com pouquíssimo trânsito.
Os meus amigos chegaram meia hora antes a Verin, onde acabei por aportar às 19:20, 20:20 hora em Espanha, apenas dez minutos antes do fecho do albergue. Pouco tempo houve para nos prepararmos para a merecida refeição, muito bem servida.
Depois das fotos em Parada, o pequeno almoço foi tomado em Vila Pouca de Aguiar numa padaria/pastelaria. Percorremos a ciclovia que aproveita a antiga linha do Corgo, um percurso curioso por estações sem vida, com alguma nostalgia à mistura.
O percurso desta jornada não oferecia grandes dificuldades, contudo o acumular dos quilómetros começava a fazer mossa.
| Albergue de Parada de Aguiar |
| Estação de caminho de ferro da antiga Linha do Corgo |
| Chaves parque verde junto ao Tâmega |
| Praça do Município |
| Igreja românica de Outeiro Sêco |
| Fronteira luso espanhola |
| Verin |
Caminho Português de Santiago - III
Quinta Feira, 2 de Agosto. Penude, Lamego - Parada de Aguiar.
Após uma merecida noite de repouso no albergue na sede da Junta de Freguesia de Penude, prosseguimos por Lamego, neste terceiro dia, com espaço para fotos e compra da tradicional bola, e tempo para apreciar os vinhedos do Douro, paisagem verdadeiramente estonteante.
Atá chegar à Régua, fomos serpenteando por entre as vinhas do Douro, cenário deslumbrante e caminho difícil.
Na Régua, o almoço junto ao rio, na ementa com bola de Lamego, conservas de atum e fruta diversa e suculenta, entretanto adquirida no Mercado Municipal da Régua, junto com o refrescar nas águas do Douro, foram um bom embalo e retempero de forças para enfrentar a longa subida até Vila Real.
Ao sair da Régua, aconteceu um pequeno percalço, reparei na ausência da mochila, assim, enquanto o Quim e o Zé Botelho seguiram pela N2, por Santa Marta de Penaguião, voltei ao parque, onde, felizmente consegui encontrar a mesma, como me atrasei um pouco, decidi optar por um itinerário diferente, acompanhando a rota do Vinho do Porto, parte inicial, por Alvações do Tanha.
Após uma merecida noite de repouso no albergue na sede da Junta de Freguesia de Penude, prosseguimos por Lamego, neste terceiro dia, com espaço para fotos e compra da tradicional bola, e tempo para apreciar os vinhedos do Douro, paisagem verdadeiramente estonteante.
| Sé Catedral de Lamego |
| Magnífica descida Lamego/Régua |
| Nas margens do rio Douro |
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